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sexta, 01 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Política

Isolamento social, que derrubou Mandetta, é polêmica até entre médicos da bancada de MS

Outros parlamentares refletiram sobre as medidas de prevenção

18 abril 2020 - 13h30Por Thiago de Souza

O isolamento social foi a grande polêmica da semana e o motivo principal que levou à demissão de Luiz Henrique Mandetta (DEM), do Ministério da Saúde. Na bancada federal de MS, o assunto também divide opiniões, inclusive entre dois médicos: Nelsinho Trad (PSD) e Luiz Ovando (PSL). 

Nelsinho Trad lamentou a saída de Mandetta, que defendia o isolamento horizontal, ou seja, que o máximo possível de pessoas fique em casa e assim reduzir a transmissão do novo coronavírus. 

Trad, que é médico, chegou a pegar a Covid-19 e teve algumas complicações no tratamento. 

Já o deputado federal e cardiologista, Luiz Ovando, apoiou a saída de Mandetta e defende o isolamento vertical, que consiste em isolar apenas as pessoas do grupo de risco, que são idosos, fumantes e pessoas com doenças preexistentes, como diabetes, hipertensão e transplantados. 

''Nós só liquidaremos esse vírus, quando nosso organismo conseguir lidar com ele. Só vai desaparecer [coronavírus] quando mais da metade da população for contaminada, porque aí haverá barreira natural'', explicou Ovando. 

Foto: André de Abreu/Wesley Ortiz

Outros deputados

Tio Trutis, do PSL, não explicitou sua opinião sobre isolamento nas redes sociais. No entanto, é um crítico ferrenho da postura de Mandetta, que defendeu isolamento total. 

O deputado estadual Capitão Contar, que também é bolsonarista, defende o isolamento vertical, tomando cuidados com os grupos de risco. Ele defendeu o presidente Jair Bolsonaro, que demonstra preocupação com as vidas, mas também com a economia e criticou setores políticos que "politizaram" a pandemia.  

''Entendo que temos duas importantes frentes de batalha a combater: o novo coronavírus e o iminente colapso econômico. O que é preciso esclarecer é que não é momento de haver disputa política, ideológica ou partidária. Aparentemente, a oposição ao governo Bolsonaro não se preocupa em vencer a segunda, pois se vencermos as 2 (e vamos vencer) nosso governo sairá ainda mais forte e isso incomoda a velha política'', refletiu Contar. 

Coronel David, que também defende o presidente da República, afirma que as pessoas devem voltar ao trabalho, tomando cuidados para não disseminar o vírus, principalmente para os idosos. Ele é crítico do atual sistema adotado por prefeitos e governadores em grande parte do país. 

''Será que temos capacidade de parar por mais tempo? Querem crucificar o presidente por ele ter a coragem suficiente de dizer que a vida tem que continuar, os empregos têm que ser mantidos e o sustento das famílias tem que ser preservados'', questionou o mais antigo aliado do presidente no MS. 

Não conseguimos contato com a senadora Soraya Thronicke, do PSL. Nas redes, a parlamentar, que já teve suspeita da Covid-19, não se manifestou a respeito do tema, nem da demissão do ministro Mandetta.