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Líder de reclamações: vereador cobra explicações sobre preço e ações sociais da Energisa

Procon aponta alto número de reclamações, mas ninguém consegue soluções imediatas

12 SET 2019
Rayani Santa Cruz
19h00min
Foto: Diana Christie

A concessionária fornecedora de energia elétrica, Energisa, já é campeã no ranking de reclamações em Mato Grosso do Sul, com 1.712 registros no Procon, somente nos primeiros meses de 2019. Mesmo sem esperanças de solução, vereadores pedem explicações mais uma vez sobre a gestão, cortes e cobranças da Energisa.

No início do ano, diversos clientes apresentaram as contas dos meses de janeiro e fevereiro com valores exorbitantes. A concessionária alegou alto consumo no verão, e houve debate na Câmara, onde apenas a possibilidade de parcelamento foi anunciada.

(Ranking de reclamações Procon-MS)

Esse mês, até o cantor Munhoz, da dupla “Munhoz e Mariano”, reclamou da fatura alta na residência que possui em Campo Grande. O artista fez publicação no perfil do Instagram, onde centenas de pessoas também falaram sobre o problema. 

O vereador Chiquinho Teles (PSD), que havia feito requerimento cobrando respostas da concessionária até o dia 28 de agosto, usou a tribuna para reclamar que a empresa não respondeu às solicitações. Ele diz que os problemas nunca são resolvidos, não existem respostas e só vai melhorar quando tiver concorrência, a exemplo dos estados como Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre as perguntas do parlamentar estavam os detalhes sobre o percentual de doações sociais que a empresa diz que realiza na cidade; critérios utilizados para fazer o corte de energia da unidade consumidora e como são feitas as notificação aos clientes.

O vereador falou mais uma vez  “que os serviços são ruins e as contas são caras”.

(Vereador Chiquinho Teles- Foto: André de Abreu)

“Eles queriam vir no meu gabinete e passar pra mim. Isso não pode, o requerimento é público para todos saberem, tinha que ser por escrito e eles não fizeram”, diz.

Esperança na Assembleia

O mesmo requerimento será encaminhado para a Assembleia Legislativa, para que os parlamentares se encarreguem de efetuar as cobranças a concessionária. Segundo Chiquinho Telles, posterior a isso, só restará opções no Judiciário, como apoio do Ministério Público Estadual. 

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