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Política

Ministros de MS terão de explicar em Brasília liberação de agrotóxicos

Os dois vão à Comissão de Defesa do Consumidor apontar motivos pela autorização da venda de 51 defensores agrícolas

23 julho 2019 - 14h53Por Celso Bejarano, de Brasília

Os ministros campo-grandenses do governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde), aceitaram o convite para explicarem as autorizações para a venda de 51 produtos agrotóxicos neste ano.

Os dois serão ouvidos em audiência pública que será promovida no dia 7 de agosto, na sala da Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados. Integra esse colegiado, o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS).

Mandetta e Tereza iriam ser convocados, contudo, como aceitaram logo irem à audiência, o autor do requerimento, deputado federal Felipe Carreira (PSB-PE), declarou que os ministros vão à Câmara dos Deputados como convidados.

“Diante da palavra do presidente da comissão e dos colegas que são da base aliada do governo garantindo a presença dos dois ministros, transformamos o pedido de convocação em convite”, disse ao site Congresso em Foco.

Ainda de acordo com o Congresso em Foco, o deputado afirmou  que um pedido de informações sobre o andamento do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA), feito ao ministro da Saúde, não foi respondido dentro do prazo legal e isso deve ser tema da audiência.

“O que nos preocupa é que a última pesquisa que foi feita oficialmente pelo governo, em 25 produtos investigados, mais da metade, treze, ou tinha quantidade acima do permitido dos agrotóxicos ou tinha produtos que sequer eram permitidos no Brasil”, disse o deputado, afirmando que não é radicalmente contra o uso dos defensivos.

“Há produtos que foram liberados este ano que são altamente questionados e vários não são permitidos União Europeia, pelas informações que vamos debater na audiência”, completa.

Nesta segunda-feira (22), o ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União a autorização para a venda e uso de mais 51 agrotóxicos no Brasil. De acordo com o ministério, 44 são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no país.

A estratégia do governo é baratear os produtos para os produtores. Os críticos à liberação deste tipo de produto avaliam que, com mais fábricas autorizadas a produzir, a capacidade de fiscalização dos órgãos de controle precisa ser intensificada.