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segunda, 30 de novembro de 2020
Política

OAB nacional diz em nota pública que quer Moro investigado

Reportagem publicada no domingo revela que ex-juiz combinava investigação com a Procuradoria da República

10 junho 2019 - 17h24Por Celso Bejarano, de Brasília

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação conjunta, segundo nota divulgada na tarde desta segunda-feira (10), quer investigação acerca dos diálogos mantido entre o ex-juiz federal Sérgio Moro (Justiça) com procuradores da República que atuam na operação Lava Jato. Reportagem publicada no domingo (9) pelo site de notícias Intercept Brasil, revelou que as conversas eram mantidas por meio do aplicativoTelegram. O então magistrado eram quem conduzia os passos da operação, apurada por procuradores.

“Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita”, diz trecho do comunicado.

Veja a nota pública:

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifestam perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido “hackeadas”, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito.
 
É preciso, antes de tudo, prudência. A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor.
 
Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos.

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