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Política

Oito dos dez deputados que analisam o impeachment de Reinaldo são delatados pela JBS

Comissão vai apurar denúncia de eventual crime de responsabilidade fiscal pelo governador de Mato Grosso do Sul

31 maio 2017 - 07h00Por Airton Raes

Oito dos dez parlamentares que vão compor, como titulares e suplentes, a Comissão Especial para apurar denúncia de eventual crime de responsabilidade fiscal pelo governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), aparecem na lista de repasses realizados pelo Grupo JBS em 2014. 
Os nomes constam em planilha do diretor da J&F, Ricardo Saud, sobre os repasses feitos na campanha de 2014. 

Dos titulares da Comissão Especial, o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) recebeu R$ 52 mil em doação. O deputado Flávio Kayatt (PSDB) foi contemplado com R$ 14 mil. O deputado estadual Márcio Fernandes (PMDB) recebeu R$ 52 mil. O propositor da Comissão Especial, deputado Pedro Kemp (PT), recebeu R$ 30 mil. O deputado Paulo Corrêa (PR), presidente da Comissão, é o único titular que não aparece na lista da JBS. 

Dos suplentes, o deputado Renato Câmara (PMDB) recebeu doação de R$ 224 mil da JBS. O deputado Paulo Siufi aparece na lista com R$ 52 mil. A deputada Mara Caseiro (PSDB) recebeu R$ 52 mil da empresa. O deputado Coronel Davi (PSC) também aparece na lista, com o repasse de R$ 52 mil. O deputado Cabo Almi (PT) é o único suplente que não recebeu verba da JBS. 

Foram protocolados quatro pedidos de impeachment do Governador Reinaldo Azambuja, baseados na delação premiada dos sócios da JBS, que denunciou suposto esquema de distribuição e propina em troca de incentivos fiscais na redução do ICMS nos governos de Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja. Os pedidos foram protocolados por Kleber Rogério Furtado Coêlho, Danny Fabrício Cabral Gomes, Soraya Vieira Thronicke, Eduardo Henrique Magiano Perdigão e pelo vereador Vinicius De Siqueira (DEM). 

Eduardo Rocha, Marcio Fernandes, Pedro Kemp, Flávio Kayatt, Renato Câmara, Paulo Siufi, Mara Caseiro e Coronel Davi afirmaram que os repasses recebidos foram doações legais de campanha, declarados nas prestações de contas e aprovados pela justiça eleitoral. Os parlamentares também destacaram que os valores não foram repassados diretamente para eles, mas veio dos Diretórios Estaduais e das campanhas majoritárias.