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Corrêa diz que se equivocou sobre 'ponto fictício' e quer investigação de grampo ilegal

Segundo o parlamentar, a ideia era falar para Felipe Orro registrar a frequência dos funcionários em papel

1 NOV 2016
Dany Nascimento
14h43min
Foto: Dany Nascimento

O deputado estadual do PR, Paulo Corrêa afirmou que está se sentindo 'constrangido' após a divulgação de uma conversa telefônica que teve com o colega de parlamento Felipe Orro (PSDB), onde aparece dando 'conselhos' ao parlamentar sobre colocar folha de frequência no gabinete. Na interceptação, Paulo relembra que assistiu uma matéria em um programa de televisão onde a imprensa estaria fiscalizando o controle de frequência em algumas assembleias de outros estados e pede que Felipe comece a fazer folhas de frequência, mesmo que seja utilizando um 'ponto fictício'.

Demonstrando total indignação com a divulgação da ligação, Corrêa destacou que pretende solicitar ao MPE (Ministério Público Estadual) que investigue o caso, classificando o ato como 'grampo ilegal'. "Foi um grampo ilegal e, na gravação, é possível perceber que tinha intenções por trás daquela ligação porque escutamos o barulho de várias pessoas no fundo. Tentaram me constranger e eu estou constrangido. Eu vou tomar as providências cabíveis procurando as autoridades porque isso já não é mais um caso de Assembleia, mas sim de polícia".

Paulo afirma que recebeu algumas informações de que existia a gravação e tinha o conhecimento de que o dono queria vender a fita, mas garante que não cedeu e por isso o áudio foi divulgado. "Eu não sei quem foi, mas recebi notícias de que existia uma fita e que a pessoa que tinha queria me vender, mas eu em todos esses anos de parlamento, eu nunca cedi a esse tipo de coisa e não é agora que vou ceder. Eu fui acusado de tudo quanto é lado e agora vou acionar a autoridade competente".

Sobre utilizar palavras de baixo calão ao citar o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) na conversa com Orro, Paulo Corrêa diz que já havia se desculpado pessoalmente com o colega no ano passado. O deputado do PR afirma ainda que se equivocou ao falar sobre ponto fictício, quando na verdade estaria se referindo ao ponto anotado.

 "Quero deixar bem claro que me expressei errado. Eu queria dizer que o ideal era ter um ponto anotado, que é quando temos um funcionário em outro município que vem até o gabinete para assinar o ponto", diz Corrêa.

Paulo ressalta que já havia sugerido, no ano passado, a instalação do ponto eletrônico, que foi novamente cobrado pelo deputado. "Eu havia sugerido no ano passado a instauração e volto a pedir, que seja instalado ainda neste ano".

Após o pronunciamento do colega, o deputado Felipe Orro (PSDB) disse que suspeita de quem tenha divulgado a ligação e também pretende acionar a Justiça. O tucano destaca que conversou com Paulo Corrêa do telefone celular de um pastor de igreja, identificado apenas como Jairo.

"Eu tenho em mente quem pode ter feito isso, teve pessoas que tentaram me extorquir aqui no gabinete, conversei com ele do telefone do pastor Jairo, que estava comigo na festa da Linguiça de Maracaju".      

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