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Política

Inédito: Puccinelli completa duas semanas no xadrez e enterra sonho de eleições

O ex-governador foi preso junto com o filho e o advogado

03 agosto 2018 - 15h10Por Dany Nascimento

O ex-governador André Puccinelli (MDB) completa duas semanas atrás das grades nesta sexta-feira (3) e, ao que tudo indica, o emedebista continuará preso nos próximos dias. André teve dois pedidos de habeas corpus negado, um no TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Agora, o ex-governador do Estado aguarda análise do pedido de soltura impetrado no STF (Supremo Tribunal Federal). Esse será o terceiro fim de semana de Puccinelli na cadeia, assim como seu filho, André Júnior, e o advogado João Paulo Calves.

Prisão

O trio foi preso pela Polícia Federal  no dia 20 de julho, denunciados por corrupção. André Puccinelli, o filho e o advogado foram presos pela criação do Instituto Ícone de Estudos Jurídicos que, para o MPF (Ministério Público Federal) funcionaria para gerenciar dinheiro de propina vinda, por exemplo, da JBS, a principal empresa investigada na Lava Jato, a operação da Polícia Federal.

JBS pagava a Puccinelli altas somas em dinheiro, que ia para a conta da Ícone, depois eram repassadas a integrantes do esquema do ex-governador.

Em troca, a JBS era beneficiada com incentivos fiscais. A empresa seria de André Júnior, mas, no papel, quem seria o dono é o advogado João Paulo Calves, o “testa de ferro” da trama, para o MPF.