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Política

Senado questiona ministro Sérgio Moro

Reportagem divulgou diálogo em que o ex-juiz combina estratégias acerca do processo da Lava Jato, procedimento ilegal

19 junho 2019 - 08h50Por Celso Bejarano, de Brasília

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) já está na sala da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, colegiado presidido pela senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (MDB). O ex-juiz federal foi à Comissão explicar aos parlamentares as razões de, na condição de magistrado, ter orientado procuradores do MPF (Ministério Público Federal) nos processos da Lava Jato, operação que investigou um dos maiores esquemas de corrupção envolvendo empresários e políticos que se têm notícia no Brasil.

Diálogos de Moro e procuradores foram divulgados pelo site noticiosos Intercept Brasil. Por regra, um juiz não deveria trocar informações com os acusadores, denunciantes, procuradores, no caso. E, pela conversa exibida no site, ele orientava os procuradores. Especialistas na questão acham que Moro cometeu erro grave ao ponto de suas sentenças aplicadas, uma delas contra o ex-presidente Lula, serem questionados.

Moro não é investigado por isso e se propôs ao questionamento no Senado sobre o vazamento de seus diálogos.

Ele fala agora por 30 minutos. Começando falando da operação Lava Jato, conduzida pelo MPF do Paraná. O ex-magistrado condenou ao menos 140 pessoas, cuja pena superou 2000 anos de pena.

Com essa atuação, Moro conquistou notoriedade nacional e internacional. Virou uma espécie de herói nacional contra a corrupção. Virou ministro por isso e hoje é um dos mais fortes personagens do saff do presidente Jair Bolsonaro.