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Política

07/04/2022 09:30

Tereza Cristina leva prensa por apoiar 'PL da Censura' e se explica nas redes sociais

Ela destacou que, no mérito, é contra o projeto, relatado por deputado do partido comunista

A deputada federal Tereza Cristina, do PP, sofreu duras críticas, na noite desta quarta-feira (6), ao votar ‘’Sim’’ para o PL das Fake News tramitar em regime de urgência. Ela precisou explicar o voto nas redes sociais. 

O projeto de Lei ficou conhecido entre os críticos como ‘’PL da Censura’’, e torna crime publicações consideradas como conteúdo falso. No entanto, não ficou claro quem é que vai julgar se uma postagem é verdadeira ou não. 

‘’Bom dia! Sempre defendi a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. E não há dúvidas que sou contra a CENSURA! Quanto ao mérito, meu voto é NÃO ao PL 2630’’, escreveu a parlamentar e pré-candidata ao Senado, pelo Twitter.  

Internautas estranharam o fato da ex-ministra, fiel aliada de Bolsonaro, votar para que o projeto tramitasse de forma relâmpago. 

‘’Se Tereza Cristina não tiver vida própria e continuar votando contra o governo, não irá se eleger a nada em outubro. Está dado o Recado!’’, escreveu um usuário do Twitter. 

‘’Eu não entendi o voto da Tereza Cristina’’, disse outro internauta. 

‘’Decepção ou devemos esperar uma explicação?’’, questionou outro usuário da rede social. Além dessa, houve mais de 100 manifestações contrárias à ex-ministra. 

Votação 

Depois de receber a visita do ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (5), o presidente da Câmara, Arthur Lira, do PP, decidiu, de forma relâmpago, colocar o projeto de lei para tramitar em regime de urgência. No entanto, o plenário decidiu, por 249 votos a 207, que o projeto deveria ter tramitação normal, ou seja, passar pelas comissões da Casa. 

O projeto é polêmico e houve mobilização nas redes sociais, daqueles que dizem defender a liberdade de expressão. Até a empresa Google criticou e fez campanha para que o projeto não siga da forma como foi redigido.

Ainda nas redes sociais, ativistas de esquerda também condenaram o projeto, dando a entender que uma grande emissora de televisão brasileira seria a maior beneficiada na lei, já que o texto obriga empresas como Google a pagar por notícias na internet. 

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