O deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT), que assume o mandato em janeiro de 2027, publicou um vídeo nas redes sociais oferecendo ajuda jurídica a trabalhadores que afirmam ter sido demitidos por votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, ele apresenta áudios atribuídos a empregadores que defendem a demissão de funcionários petistas e orienta possíveis vítimas a procurar sua assessoria.
Em um dos áudios reproduzidos no vídeo, uma pessoa afirma: “Eu acho que petista tem que trabalhar com petista”. Em outro, um suposto empregador relata ter demitido uma funcionária que trabalhava havia três anos no local após descobrir que ela era petista.
“Perdemos. Mas eu acabei de demitir minha funcionária, trabalha comigo há três anos e eu fiquei sabendo ontem que ela era petista, pegando o meu dinheiro e vivendo com o meu dinheiro”, diz o segundo áudio.
Botelho rebate o argumento e afirma que os trabalhadores recebem salário pelo serviço prestado. Ele também cita a Constituição Federal e a Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias para acesso ou manutenção da relação de trabalho. A legislação prevê medidas para trabalhadores que comprovem ter sido vítimas de dispensa discriminatória, incluindo a possibilidade de reintegração ou pagamento em dobro da remuneração referente ao período de afastamento, além de eventual indenização por danos morais.
“Se você foi demitido por votar no presidente Lula, você tem direito a danos morais e duas outras alternativas”, afirmou o deputado eleito, ao explicar as possibilidades de buscar a reintegração ao emprego ou receber em dobro a remuneração do período de afastamento.
No vídeo, Botelho convida trabalhadores que consideram ter sido prejudicados por sua preferência política a entrar em contato por mensagem privada. Ele promete sigilo e afirma que sua assessoria jurídica está preparada para ajudar nas denúncias.
“Sou Tiago Botelho, advogado, professor e quero ajudar você a denunciar o seu patrão”, declarou.
Na legenda da publicação, o petista reforçou o convite: “Bora meter seu patrão no pau por ter lhe mandado embora por votar no Lula? Eu te ajudo”.
Botelho também relacionou o tema à disputa política nacional e criticou o campo político ligado a Flávio Bolsonaro, afirmando que a liberdade de escolha nas urnas precisa ser respeitada.








