Vereador Maicon Nogueira (PP) fez um desabafo e um pedido para instauração de uma CPI para apurar o caos na Saúde de Campo Grande. A fala ocorreu durante sessão na manhã desta terça-feira (10).
Nogueira, do mesmo partido da prefeita Adriane Lopes, o Progressistas, mas crítico à gestão, teve parte do mandato dedicado a visitar e fiscalizar unidades de saúde da Capital. Ele lamenta não ter respostas sobre a falta de insumos básicos e mais complexos, como a dipirona e fitas de medição para diabéticos.
''Não temos essas respostas, sobre o porquê de um gerente da unidade não está na sala... porque a sala da Assistência Social está fechada'', refletiu o parlamentar durante o desabafo.
Outro ponto destacado são as agressões de populares contra guardas civis metropolitanos que atuam nas unidades de saúde e o contrário, de pessoas pelos servidores da segurança, em razão de estarem alteradas por não ter atendimento.
''Coitado do guarda municipal que tem de controlar a fúria da pessoa que não está sendo atendida'', observou Maicon.
CPI e contratos
O parlamentar refletiu também sobre os ‘’donos’’ dos contratos com a Saúde de Campo Grande, ressaltando que há muito dinheiro envolvido. na Saúde municipal.
''É muita grana! São 2 bilhões de reais do bolso do contribuinte [que vão para a saúde] e não se vê melhora'', questionou o parlamentar, que garantiu apoio a quem já assinou o requerimento de abertura da Comissão.
São necessários votos de dez vereadores para abrir a CPI. O proponente da investigação, vereador Jean Ferreira (PT), contabiliza apenas quatro. Ele disse esperar que em breve, com mais assinaturas, as suspeitas sobre a gestão na saúde possam ser investigadas.








