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sábado, 15 de agosto de 2020
Política

VÍDEO: Damares apoia pré-candidato de MS que usa verba pública pra protestos

Ele é do partido Republicanos e participou da caminhada com tochas do grupo paramilitar "300 do Brasil" e pede fechamento do STF

02 agosto 2020 - 07h00Por Vinícius Squinelo

O pré-candidato a vereador, Melquisedeque Santana, de  23 anos, conhecido por usar dinheiro público por meio de bolsa e depois participar de manifestação contra o STF em Brasília, já fez a “cama” em relação a apoio do governo federal. Ele publicou vídeo nesta semana, em que aparece ao lado da ministra Damares Alves.

Na Capital, Melqui é pré-candidato pelo Republicanos, mesmo partido em que o pré-candidato a prefeito Wilton Acosta cobrou R$ 250 para viagem à Capital Federal, em plena pandemia para ato pela família e pelo uso da cloroquina, em 19 de julho. O pretenso ao cargo de vereador  foi monitor do Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve), ligado à Secretaria Nacional de Juventude, do Ministério dos Direitos Humanos. 

“Estamos juntos na defesa dos jovens. Estamos muito preocupados com a juventude no pós-pandemia né Melqui. Muito preocupados com o desemprego, depressão, tristeza e suicídio entre jovens. Eu e Melqui já temos um trabalho juntos no Conselho da Juventude”, disse Damares em parte do vídeo.

Melqui ganhou holofotes a nível nacional por ter participado de protestos pedindo fechamento do STF e Congresso junto ao grupo extremista “300 pelo Brasil”. Ele viajou diversas vezes à Brasília para cumprir expediente na Secretaria Nacional de Juventude. Uma delas foi no fim de maio, quando o grupo chefiado pela extremista Sara Geromini se postou em frente ao STF com tochas e máscaras, ao estilo do grupo neonazista Ku Klux Klan.

Em reportagem no mês de junho, a revista Época disse que ele foi bancado pelo governo federal nas viagens. O defensor da “nova política” e dos "valores da família" teria recebido bolsas mensais de R$ 1,2 mil para "levantar dados sobre as unidades de juventude que aderirem ao Sinajuve no Mato Grosso do Sul" e "disseminar informação sobre o Sinajuve no Mato Grosso do Sul".

Ele confirmou a revista que esteve na manifestação antidemocrática e que faz parte do que ministros do STF intitulam como milícia armada. “"Estive sim na manifestação das tochas no Supremo, junto com os 300 e a Sara. Não foi nada nazista como o pessoal falou. Não foi para confrontar, mas para mostrar nosso luto pelo país. Até onde eu sei, não sou alvo do STF. O processo corre em segredo judicial. A gente não sabe, né?", disse Santana.

Não viu problemas em usar dinheiro do governo

O Portal da Transparência registra que Melquisedeque recebeu R$ 2,7 mil para ficar 11 dias em Brasília em fevereiro e ir à Conferência Nacional de Juventude. O valor foi pago pelo Ministério dos Direitos Humanos, que coordena a Secretaria Nacional de Juventude, pasta da qual a Sinajuve é ligada.

À revista, Melquisedeque declarou não considerar conflito de interesses por participar de protestos antidemocráticos enquanto recebia verba pública.

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