Uma campo-grandense está na saga para conseguir passar por uma consulta médica e receber o atendimento adequado no sistema de saúde pública de Campo Grande. Com fortes dores, ela já foi até o posto de saúde várias vezes em 10 dias, mas não conseguiu passar por um médico, mesmo sofrendo com dores intensas.
De acordo com Rachel de Queiroz, responsável por acompanhar a paciente, a irmã procurou atendimento no posto de saúde do Aero Rancho na manhã de domingo (11), por volta das 8h. A suspeita inicial é de cálculo renal, mas os exames realizados até o momento não conseguiram identificar a causa exata das dores.
Além disso, segundo a família, a mulher possui um tumor no fígado que teria aumentado e apresentado inchaço, situação que exigiria investigação urgente e possível internação hospitalar.
“Minha irmã está há dias com dores intensas. Existe suspeita de cálculo renal, mas os exames ainda não esclareceram a causa da dor. Ela também tem um tumor no fígado que cresceu e está inchado, então precisa de investigação urgente e possível internação”, relatou Rachel.
Em áudios enviados à reportagem, a paciente relata que recebeu alta médica e que a equipe avaliou não haver necessidade de permanência hospitalar. “Eles falaram que vão me dar alta para voltar para casa. Disseram que eu não tenho necessidade de ficar internada”, afirmou a paciente.
Apesar disso, a mulher disse continuar sentindo dores e teme piorar fora do ambiente hospitalar. “Quando a gente está aqui não sente tanta dor porque toda hora tem medicamento. Vamos ver quando eu voltar para casa como vai ser”, desabafou.
Rachel também criticou a superlotação das unidades de saúde e afirmou que o problema vai além da procura excessiva por atendimento. Para ela, falta estrutura básica nos postos e UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) para atender casos menos graves antes de encaminhar pacientes aos hospitais.
“O hospital está superlotado, e isso mostra que o problema não é o povo procurar atendimento sem necessidade. Falta estrutura básica nas unidades para resolver casos antes de mandar todos para o hospital”, afirmou.
Segundo a denúncia, a família precisou arcar com exames particulares porque alguns procedimentos não estavam disponíveis pelo SUS. Rachel ainda relatou problemas estruturais dentro da unidade de saúde, incluindo equipamentos básicos sem funcionamento.
“Ontem mesmo, no posto, o aparelho digital de pressão estava sem pilha e outro nem funcionando tinha. Isso preocupa muito, porque se falta algo tão básico, imagina o restante”, disse.
A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








