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quinta, 24 de setembro de 2020
Saúde

Criança sem cicatriz da BCG também está protegida contra tuberculose, aponta estudo

07 fevereiro 2019 - 09h43Por SES

A partir de agora,  crianças que não apresentarem cicatriz vacinal após receberem a dose contra a tuberculose – vacina conhecida BCG- não precisam ser mais revacinadas. Conforme o Ministério da Saúde, estudos comprovaram a eficácia da vacina também em crianças que não ficam com a cicatriz após a aplicação. A nova orientação, repassada aos municípios na última sexta-feira (1.2), está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Técnico Assessor de Imunizações.

Ofertada gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a vacina BCG é a principal forma de prevenção contra a tuberculose. A dose deve ser aplicada logo após o nascimento, nas maternidades ou na primeira visita ao serviço de saúde, o mais precocemente possível.  A vacina também está disponível na rotina dos serviços para crianças menores de 5 anos e protege contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea. 

Uma das doses com maior adesão atualmente no Brasil, a vacina registrou em 2017 mais de  96% de cobertura em todo o país – acima do preconizado pelo Ministério, de pelo menos 90%. Em anos anteriores, a taxa ultrapassou os 100%, sendo 107,94% em 2011; 105,7% em 2012; 107,42% em 2013; 107,28% em 2014; e 105,08% em 2015.

Em Mato Grosso do Sul, no ano passado, a cobertura vacinal da BCG foi de 100,07%. A população menor de um ano no Estado é de 42.420 crianças. O número de crianças vacinadas ultrapassou a quantidade total, já que são vacinados também bebês de outras nacionalidades que nascem no Estado, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Tuberculose

Transmitida por vias aéreas, a tuberculose tem cura, mas é importante estar atento aos sintomas, como ressalta a gerente técnica do Programa Estadual do Controle da Tuberculose e Hanseníase da SES, Geisa Poliane.

“A tuberculose e uma doença transmitida através de vias aéreas que ataca principalmente os pulmões, mas que também pode ocorrer em outras partes do corpo. É importante estar atenta aos sintomas, é o que ajuda a descobrir a doença precocemente”, explicou.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse persistente, por mais de três semanas, na forma seca ou produtiva – com produção de muco ou catarro. Outros sintomas podem estar presentes como falta de apetite e/ou emagrecimento, febre baixa, geralmente à tarde, suores noturnos, cansaço, dores no peito e falta de ar.

Felizmente, hoje a doença tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses e é gratuito, está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). Geisa faz questão de ressaltar que o mais importante é o paciente não interromper o tratamento. “Mesmo com a melhora dos sintomas, o tratamento não deve ser interrompido e deve ser feito até o fim para que a doença não possa se tornar resistente ao tratamento básico”.

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