TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE MS/FUNJECC

quinta, 23 de julho de 2026

Busca

quinta, 23 de julho de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Saúde

há 2 meses

Sem conseguir exames pelo SUS, idosa enfrenta fortes dores diariamente

A família já fez rifas para custear parte do tratamento, uma vez que a idosa não conseguiu vagas em hospital de Campo Grande

A tecnóloga de radiologia, de 40 anos, enfrentou junto de sua mãe a dor do descaso dentro do sistema de saúde pública de Campo Grande. 

No dia 16 de março, a tecnóloga levou a sua mãe ao CRS (Centro Regional de Saúde) Dr. Waldeck Fletner de Castro Maia, localizado no bairro Coophavila II, após a idosa de 63 anos convulsionar por causa de fortes dores no estômago. 

"A minha mãe foi atendida na triagem na cadeira de rodas e desmaiou, e a enfermeira pediu para ela sentar direito para poder aferir a pressão. Eu disse para ela que era impossível porque ela estava apagada, com os braços e mandíbula enrijecidos. A pressão dela estava alta". 

Segundo a mulher, o primeiro descaso veio no atendimento médico nesse mesmo dia. Mesmo diante da gravidade dos fatos, o médico apenas receitou Buscopan e deu alta após a medicação.

Indignada, a mulher questionou o médico se aquilo era tudo o que ele iria fazer, sem nem ao menos solicitar um exame, mas recebeu como resposta que o caso de sua mãe não era "critério" para fazer algo a mais. 

"Eu solicitei a troca de médico e aguardei por mais de uma hora, mas ela não foi atendida, mesmo estando desmaiada. Levei-a do jeito que estava para casa e chamei o Corpo de Bombeiros e relatei o que aconteceu. Eles nos levaram de volta para a CRS e a minha mãe foi atendida na hora por outro médico". 

Durante o novo atendimento, a suspeita foi de que a idosa tivesse sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral), mas a hipótese foi descartada após exames. A mulher foi encaminhada para o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, no qual realizou os exames necessários para a confirmação, ou não, de um AVC.  

Dois dias depois, a tecnóloga decidiu levar a sua mãe uma vez ao médico, mas dessa vez na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Coophavila II. O objetivo era simples: conseguir encaminhamento para a realização de exames para entender o que estava acontecendo com a sua mãe. Mas a resposta que teve foi de que não seria feito o pedido de novos exames, uma vez que já haviam exames realizados anteriormente, e que deveriam retornar em uma nova consulta para analisar os resultados. 

Cansada dos retornos intermináveis, a mulher decidiu levar a sua mãe a uma clínica particular, uma vez que a idosa permanecia sentindo as fortes dores. 

 "Saímos da consulta com uma receita de mais de R$ 300, pois nenhuma medicação tem no SUS, e essas medicações foram o que ajudaram a amenizar os sintomas". 

Quase um mês depois, no dia 17 de abril, a mulher precisou ser internada às pressas, uma vez que as medicações pararam de fazer efeito e as dores voltaram a acontecer. Depois de dois dias internada no CRS do Coophavila II, mãe e filha receberam a resposta de que o caso da idosa não era considerado grave o suficiente para conseguir vaga em algum hospital de Campo Grande. 

Para não ver a sua mãe sofrendo, a mulher realizou uma rifa para custear os exames em um hospital particular, que ficaram no valor de R$ 3.800. Com a ajuda de amigos e familiares, elas conseguiram arrecadar a quantia e já realizam os exames para retorno médico. 

"Estamos bem preocupados, pois temos histórico de câncer na família, e a situação da dor constante e intensa é muito preocupante". 

A família teme continuar passando por tantas dificuldades para conseguir atendimento médico, uma vez que um mês após o primeiro episódio,  ainda não sabe a causa das intensas dores na idosa. 

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias