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Saúde

25/02/2026 07:00

'Vai ter que abrir a barrigona de novo': jovem denuncia violência obstétrica em Campo Grande (vídeo)

Internada por complicações na cirurgia, paciente relata estar sofrendo violência obstétrica da equipe de enfermagem; hospital não retornou ao contato

Internada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) devido a complicações de uma cesariana, Karolaine Raimundo de Almeida relata ser vítima de suposta violência obstétrica. Segundo a paciente, as agressões teriam sido praticadas pela equipe de enfermagem durante os cuidados pós-operatórios; ela afirma ter solicitado a transferência de unidade, mas o pedido ainda não teria sido atendido.

Após ter o seu bebê no Hospital Regional, Karoline recebeu alta no dia 10 deste mês, mas, ao chegar em casa, sentiu fortes dores no local da cirurgia. No dia 13, ela buscou auxílio no pronto atendimento, onde teria sido informada de que não havia anormalidade na cicatrização. Sem melhora no quadro, Karoline retornou à maternidade no dia 17, quando foi internada novamente por uma infecção.

Segundo o relato da paciente, as agressões verbais teriam começado no dia da nova internação. "A [nome omitido], que é a enfermeira-chefe, disse que a culpa era minha de ter pegado a infecção. E a outra enfermeira também disse que infeccionou porque eu fiquei usando o celular", afirma Karoline.

A paciente denuncia, ainda, outros episódios de constrangimento, como questionamentos invasivos sobre o número de filhos e a não realização de laqueadura. Além disso, as trocas de curativos teriam se tornado momentos de humilhação e descaso.

Na noite de segunda-feira (23), de acordo com Karoline, uma enfermeira teria empregado força excessiva durante um curativo, chegando a machucá-la. Segundo o relato, a mesma profissional teria batido a cabeça do bebê contra o berço ao acomodá-lo.

Enfermeiras praticam violência obstétrica conta jovem internada no Hospital Regional

Até o momento, Karoline afirma não ter recebido retorno sobre seu pedido de transferência. Ela chegou a publicar um vídeo denunciando a situação nas redes sociais, mas relata ter sido ridicularizada por uma funcionária após a postagem. "Vai ter que abrir a barrigona de novo" estaria entre os comentários depreciativos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Hospital Regional, que se manifestou da seguinte forma: 

''Em respeito a todos os envolvidos, ao sigilo legal dos prontuários médicos e à Lei Geral de Proteção de Dados, o hospital não se pronuncia sobre casos específicos. A orientação é que, em caso de dúvidas, o paciente procure o corpo clínico responsável, a Ouvidoria ou o SAU (Serviço de Atenção ao Usuário). Todas as denúncias são devidamente apuradas''. 

 

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