Uma moradora de Campo Grande está tendo dificuldades para que a filha, de apenas 11 anos, diagnosticada com hidrocefalia, receba atendimento na USF (Unidade de Saúde da Família) Jeferson Rodrigues de Souza, no Bairro Santa Emília. Segundo a família, a criança passou mal e precisou passar por um médico, mas a consulta teria sido negada na unidade.
Ao TopMídiaNews, a mãe disse que procurou a unidade recentemente após a filha apresentar dores e mal-estar. Porém, no local, teria sido informada de que não havia médico disponível para atendimento.
"Eu fui ao posto e eles negaram atendimento para minha filha, que é especial. Ela tem hidrocefalia e estava mal. Perguntei se pelo menos ela poderia passar pela enfermeira para ser avaliada, mas eles não quiseram e me mandaram para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento)", disse a mãe.
De acordo com a moradora, esta não foi a primeira vez que enfrentou dificuldades para conseguir atendimento na unidade de saúde. Ela informou à reportagem que já passou pela mesma situação em outras ocasiões.
A mãe contou ainda que havia levado a filha anteriormente a uma UPA, onde a menina realizou exames, recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. Posteriormente, procurou a unidade de saúde do bairro para apresentar os resultados dos exames a um médico e dar continuidade ao atendimento.
"Eu falei que já tinha ido para a UPA e que precisava mostrar os exames para o médico. Eles disseram que, se ela estivesse mal, eu deveria voltar para a UPA. Mas eu precisava de atendimento no posto perto da minha casa, não na UPA", relatou.
Ela também reclama da falta de medicamentos na unidade. "Ela tem prioridade por conta da hidrocefalia. A gente precisa do atendimento do posto e eles não atendem. Fora que muitas vezes não tem remédio e a gente precisa comprar", disse.
Além da falta de atendimento para a filha, a moradora do Santa Emília detalhou que uma vizinha também está enfrentando problemas semelhantes.
A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecer a denúncia, informar quais profissionais estavam em atendimento na unidade nas datas mencionadas pela família e explicar quais são os protocolos adotados para pacientes sem agendamento e com necessidades especiais. O espaço permanece aberto para manifestação.








