O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos da saúde pública em Campo Grande. A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública.
De acordo com as informações publicadas no Diário do MPMS, o procedimento tem como alvo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública). O objetivo é verificar a regularidade da gestão e da movimentação dos recursos do Fundo Municipal de Saúde, especialmente após a promulgação da Lei Municipal nº 7.442/2025, que instituiu o Sistema Financeiro de Conta Única.
A apuração ocorre após apontamentos feitos pelo Conselho Municipal de Saúde. Em 2025, o órgão informou que mais de R$ 28 milhões teriam sido desviados do Fundo Municipal de Saúde para atender outras áreas, tanto dentro da própria saúde quanto da administração municipal.
Segundo o Ministério Público, o objetivo do inquérito é esclarecer se houve irregularidades na aplicação dos recursos públicos e se a legislação foi cumprida após a adoção do modelo de conta única.
Se forem constatadas irregularidades, poderão ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo a responsabilização dos envolvidos e eventual ressarcimento aos cofres públicos.








