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Saúde

há 2 meses

Prefeitura irá investigar conduta de agentes de saúde em posto de saúde de Amambai

As profissionais detalharam ter recebido com surpresa as denúncias feitas por médicos

A Prefeitura de Amambai se manifestou oficialmente após a repercussão de denúncias envolvendo a atuação de agentes comunitários de saúde em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município, a 351 quilômetros de Campo Grande.

Em nota, a administração municipal informou que determinou a apuração imediata dos fatos e destacou o compromisso com a transparência e a qualidade no atendimento à população.

Segundo o posicionamento, o prefeito Sérgio Barbosa (MDB) encaminhou o Ofício nº 057/2026 à Secretaria Municipal de Saúde, solicitando a abertura de procedimento administrativo para investigar as situações relatadas. A prefeitura ressaltou que a medida busca garantir uma apuração responsável, com base nos princípios da legalidade, moralidade e eficiência.

A nota também reforça que, caso sejam confirmadas irregularidades, as providências cabíveis serão adotadas, assegurando o direito de defesa dos envolvidos. Além disso, a gestão municipal destacou a importância do bom funcionamento das unidades de saúde e o respeito às atribuições de cada profissional, mencionando tanto o papel dos médicos quanto dos agentes comunitários no atendimento à população.

A manifestação da prefeitura ocorre após a divulgação de denúncias feitas por médicos da rede pública, que relataram supostas interferências indevidas de agentes de saúde nas condutas médicas, além de episódios de intimidação dentro da unidade.

Após a publicação da matéria, agentes comunitários também procuraram a reportagem para contestar as acusações. Em um dos relatos encaminhados, uma agente afirmou que as informações divulgadas não refletem a realidade do trabalho desempenhado pela equipe. Segundo ela, orientações repassadas à população, como questões relacionadas à troca de receitas, seguem diretrizes definidas pelos próprios médicos da unidade.

A profissional negou qualquer tipo de interferência indevida por parte dos agentes. “Nosso papel é atuar como elo entre a comunidade e a equipe, sempre respeitando os limites da nossa função”, afirmou.

Em conversa com a reportagem, a agente também demonstrou surpresa com o conteúdo da denúncia inicial, afirmando que não havia conflitos internos na unidade e que o ambiente de trabalho era considerado harmonioso.

“Estava tudo normal dentro da unidade. Sem nenhum atrito. E do nada essa fala do médico. Nós temos um bom relacionamento profissional, nunca tivemos discussões. Por isso ficamos sem reação com a situação”, afirmou.

Médicos denunciaram o caso e relataram brigas na unidade

Segundo os relatos, duas agentes comunitárias estariam extrapolando suas funções, agindo como "donas" do posto e ditando até mesmo os tratamentos que devem ser prescritos aos pacientes.

Conforme denúncias encaminhadas ao TopMídiaNews, a "dupla dinâmica" tenta controlar as condutas médicas, tratando o espaço público como uma clínica particular. Há casos em que as servidoras chegaram a escrever na agenda de um profissional o que ele deveria fazer no atendimento, exigindo a solicitação de raio-X e exames de sangue, além de detalhar os remédios que deveriam ser receitados.

A postura das agentes também estaria sendo usada como instrumento de pressão por parte da população, gerando atritos nos consultórios.

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