Sem três funcionários administrativos, a USF (Unidade de Saúde da Família) da Vila Popular passou 15 dias com a farmácia fechada e a gerente da unidade de saúde assumiu a recepção da unidade para atender a população, em Campo Grande.
Por falta de funcionários e vendo o atendimento à população acontecer no limite, moradores atendidos na USF Dr. Vespasiano B. Martins se uniram para chamar atenção do Poder Público e cobrar a contratação de funcionários para manter o atendimento da unidade de saúde.
Coordenador do Conselho Local de Saúde, o professor Genilson Roberto Flores Kinikinau se uniu aos pacientes da unidade para chamar a atenção da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Segundo ele, o contrato dos funcionários administrativos encerrou no dia 30 de junho e, desde o dia 1° de julho, a unidade está sem funcionários.
"A gerente do posto deixou suas funções e assumiu a recepção, que deveria ter dois funcionários. Ela fez isso para que a unidade não parasse e continuasse atendendo, mas acaba acumulando função", explica.
Ainda segundo o professor, além dos dois funcionários que faltam na recepção, a farmácia da unidade passou 15 dias fechada também por falta de funcionário.
"Quando nos reunimos lá na frente pedindo funcionários, nos enviaram um emprestado da região Imbirussu, para que ao menos os medicamentos aos pacientes hipertensos, com diabetes, não ficassem totalmente desamparados", detalha.
Mesmo assim, com funcionário emprestado para a farmácia e sem pessoas adequadas para recepção, a unidade segue funcionando no limite.
"Precisamos de dois ali para agendar consultas, marcar exames, atender a população. E se precisam levar esse funcionário emprestado? Vão fechar a farmácia de novo? Nossa população é carente, vão mandar buscar atendimento em locais mais distantes?", questiona.
Após a manifestação, usuários da unidade foram informados de que o quadro de funcionários seria normalizado em agosto. A redação entrou em contato com a Sesau para confirmar a promessa e aguarda retorno.








