A família do pequeno Kalleb Gabriel Valejo, de apenas 2 anos, está vivendo momentos difíceis por conta da falta de acompanhamento médico e a demora na realização de exames pelo SUS em Campo Grande.
Diagnosticado com cardiopatia congênita ainda bebê, o menino precisa de acompanhamento contínuo com cardiologista pediátrico, mas estaria desde novembro sem consultas e sem novos exames.
Segundo a tia da criança, Katiusci Campos, a família busca ajuda após o menino ter sido retirado do acompanhamento realizado na Santa Casa e encaminhado ao CEM (Centro Especializado Municipal). No entanto, após poucas consultas, Kalleb teria sido retirado do sistema e voltado para a fila de espera.
“O Kalleb pede socorro. Ele não pode ficar esperando. Só queremos que ele passe por um médico, faça exames e nos digam que ele está bem”, desabafou a tia.
A família afirma ainda que o caso era classificado como urgente, com prioridade “laranja”, mas, após a transferência, foi alterado para “verde”, considerada de menor gravidade, sem que o menino fosse avaliado novamente por um cardiologista pediátrico.
“Disseram que ele precisa de um novo relatório médico para voltar à urgência, mas como vamos conseguir isso sem consulta e sem exames?”, questiona a familiar.
Kalleb é irmão gêmeo de Kalleo e, desde o nascimento, enfrenta uma rotina de consultas, medicações e buscas por tratamento especializado. A mãe do menino, Ketyellenn Valejo Duarte, já havia procurado ajuda anteriormente após enfrentar dificuldades para conseguir atendimento.
Em uma das ocasiões, segundo relato da mãe, ela chegou com horas de antecedência para uma consulta marcada no CEM, mas foi informada de que a médica estava afastada por atestado e que o atendimento havia sido cancelado.
Na época, a família relatou que Kalleb aguardava havia nove meses por retorno com cardiopediatra. Agora, a preocupação voltou a crescer diante da falta de novos exames e da demora para atendimento especializado.
“A ouvidoria basicamente disse que não considera o caso urgente. Mas não tem como olhar para uma criança cardiopata sem exames e afirmar que está tudo bem”, afirmou a tia.
A família também reclama da dificuldade para buscar apoio jurídico, já que, segundo eles, até para acionar a Defensoria Pública seriam exigidos laudos médicos atualizados, documentos que dependem justamente do atendimento especializado ainda não disponibilizado pela rede pública.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para esclarecimentos sobre o caso e aguarda retorno.








