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Cidades

Moro sugere que Bolsonaro usou lei anticrime para proteger o filho Flávio

Ele citou que o presidente deixou de vetar dois pontos importantes contra a criminalidade

29 maio 2020 - 21h11Por Thiago de Souza

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, sugeriu, à revista Crusoé, que o presidente Jair Bolsonaro deixou de vetar dois pontos da lei anticrime para proteger o filho Flávio, investigado no Rio de Janeiro. 

Segundo o Jornal Nacional desta sexta-feira (29), Moro disse à revista que, no projeto aprovado pelo Congresso, ''houve restrições à decretação de prisão preventiva e também restrições a acordos de colaboração premiada''.

O ex-juiz detalhou que propôs os vetos e que "chamou muita atenção dele o presidente não ter acolhido essas propostas", levando-se "em conta o discurso dele tão incisivo contra a corrupção e a impunidade".

Esse fato teria ocorrido, segundo Moro, em dezembro de 2019, mesmo mês que foram feitas buscas relacionadas ao caso de Flávio Bolsonaro. 

Naquele mês, a loja de chocolates do senador Flávio Bolsonaro, em um shopping do Rio, foi alvo de busca e apreensão na investigação sobre movimentações financeiras suspeitas de ex-assessores dele, como Fabrício Queiroz.

A revista perguntou a Moro se ele entende que Bolsonaro vetou porque precisava proteger o filho. O ex-ministro disse que "chamou atenção dele porque é incoerente com o discurso. 

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