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sexta, 23 de outubro de 2020
Cidades

Não bastasse ser propineiro, 'Ivanildo Cervejeiro' é investigado por incêndio no Pantanal

Da fazenda dele teriam partido os focos de incêndio que devastam o bioma em MS

24 setembro 2020 - 15h00Por Thiago de Souza

O pecuarista Ivanildo Miranda, conhecido como ''Ivanildo Cervejeiro'', é investigado por supostamente ter colocado fogo em sua fazenda, a Bonsucesso, no Pantanal de MS. Não é a primeira vez que Miranda é alvo das autoridades. Em 2017 ele fez delação premiada e confessou ser operador de propinas da JBS. 

Operação da Polícia Federal, chamada Matáá, investiga de onde partiram os incêndios que atingem o Pantanal e chamam a atenção do mundo inteiro para o problema. Imagens de satélites da Nasa e de dados do INPE, apontam que o fogo começou na propriedade dele e pode ter sido uma queimada criminosa. 

Ainda de acordo com o material analisado, havia duas possibilidades para o início do fogo: descargas elétricas ou ação humana. Porém, de acordo com as imagens, não houve registro de queda de raios no dia que o fogo começou.

A suspeita é que o fogo tenha sido colocado para derrubar vegetação e aumentar a área de pasto para o gado, mas perdido o controle e se espalhado para outras propriedades e também para as áreas de preservanção. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca na Bonsucesso e demais propriedades na região. 

Ainda segundo a PF, várias testemunhas foram ouvidas e o inquérito está em andamento. Conforme o Fantástico, o advogado de Ivanildo, Newley Amarilla, nega que o cliente tenha colocado fogo ou ordenado tal coisa na fazenda. 

                                                  

Delação de Ivanildo levou Puccinelli à prisão. (Wesley Ortiz - arquivo)

Escândalo 

Ivanildo ganhou o apelido por ter ajudado a atrair uma fábrica de cerveja para MS. Então morador de Goiânia, o pecuarista se mudou para MS em 2006, onde trabalhou na campanha eleitoral de André Puccinelli. 

Segundo a Operação Lava-Jato, o doleiro Lúcio Funaro apontou Ivanildo como operador de propinas. Ele confessou o crime e em 2017 fez delação premiada.

No relato, disse que ia até a JBS e buscava dinheiro – na forma de milhões de reais, em caixas e mochilas – e entregava para Puccinelli e outros políticos. Os valores eram fruto de propina dos irmãos Batista em troca de incentivos fiscais aos frigoríficos dos empresários. 

Aliás, foi a delação de Ivanildo que levou o ex-governador André Puccinelli e outros políticos e empresários à cadeia. 

 

 

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