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Cidades

Apesar das muitas despedidas, nascimentos ainda superam mortes em MS

Perdas das covid-19 ainda não superam número de nascimentos em Mato Grosso do Sul, como já ocorre em algumas regiões do Brasil

18 abril 2021 - 18h10Por Vinicius Costa

A pandemia, que perdura há mais de um ano em todo o país, fez com que outras doenças silenciosas, mas mortais, assim como a covid-19, tenham devastado muitas famílias ao longo desse período. Contudo, a boa notícia é que o número de nascimentos é quase três vezes maior que o número de mortes, isso pelo menos em Mato Grosso do Sul.

Para efeito de comparação inicial, o número de nascimentos neste ano é superior ao número de mortes causadas por diversas causas: foram 11.377 novos registros contra 1.264 óbitos, uma diferença de nove vezes. 

Os dados compilados pelo TopMídiaNews foram retirados do Portal da Transparência de registro civil. No sistema constam todas as mortes ocorridas, os nascimentos e até casamentos no 'ano pandêmico'.

A reportagem retirou dos dados os meses de janeiro e fevereiro da conta, já que o coronavírus se instalou em definitivo em Mato Grosso do Sul apenas no período de março de 2020 em diante.

No ano de 2020, por exemplo, Mato Grosso do Sul registrou 35.085 nascimentos.

As estatísticas mostram que novos sul-mato-grossenses vieram ao mundo para alegrar as famílias no 'ano de pandemia'. Ao todo foram registrados 46.462 nascimentos contra 18.820 óbitos confirmados por covid e outras circunstâncias - pouco mais do que o dobro como diferença ocorrida nesse período.

Caso contássemos o período de janeiro e fevereiro do ano passado, o número saltaria para 53.863 nascimentos e confirmaria a diferença tripla nos números contrariados pelos enterros.

Embora o país esteja vivendo um cenário atípico com mais mortes do que nascimento, Mato Grosso do Sul parece estar indo na contramão e registrado mais nascimento do que óbitos.

Pneumonia é um dos vilões

A pneumonia tem crescido neste período e refletido como a terceira pior causadora de mortes em Mato Grosso do Sul. No período de pandemia, a doença atingiu 2.911 pessoas que deixaram seus entes queridos.

O número só é menor que outras mortes, causadas por acidentes, homicídios, por exemplo, com 8.068 falecimentos. A covid-19 atingiu 4.769 casos, conforme a atualização do boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) desta sexta-feira (9).

Entre outras circunstâncias está a septicemia - condição de resposta exagerada a uma infecção no corpo, seja por bactérias, fungos ou vírus - que contribuiu para 1.738 mortes. A insuficiência respiratória atingiu 1.286 pessoas.