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Após coagir funcionária a votar em Bolsonaro, Véio da Havan é condenado em R$ 30 mil

Decisão diz que Luciano Hang induziu os funcionários a votarem em Jair Bolsonaro

20 maio 2022 - 12h15Por Rayani Santa Cruz

As lojas Havan foram condenadas a pagar uma indenização no valor de R$ 30 mil após coagir uma funcionária a votar em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. A condenação saiu na última terça-feira (17) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região.

Conforme o UOL, na decisão o Tribunal entendeu que o dono da Havan, Luciano Hang, persuadiu seus funcionários a votarem no Bolsonaro por meio de um vídeo divulgado em 2018:

“Luciano Hang dirigiu-se diretamente a seus funcionários, com vistas à induzi-los a votar em seu candidato, eis que, do contrário, suas lojas seriam fechadas e todos perderiam seus empregos, conduta essa ilegal e inadmissível, à medida que afronta a liberdade de voto e assedia moralmente seus funcionários com ameaças de demissão”, escreveu a juíza Ivani Contini Bramante.

A acusação afirma que a funcionária que entrou na Justiça contra a Havan afirmou que foi perseguida por um superior da empresa, o qual a provocava e já chegou a arranhá-la, sendo uma situação de assédio moral e agressão física. A auxiliar de vendas ainda relatou que foi demitida ao fazer um boletim de ocorrência sobre o acontecido. 

“O modo de agir da empresa, conforme descrito pelas testemunhas e pela mídia juntada, implica em prática de ato ilícito pela ré, que atingiu a honra da reclamante; a ofensa causou dano moral que deve ser objeto de reparação”, finalizou a juíza.

Os advogados da Havan, no entanto, durante o processo, alegaram que os vídeos de Luciano Hang “ocorriam de maneira aleatória e não havia obrigatoriedade em assisti-los ou em votar em seu candidato à Presidência”.