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Polícia

'Falso frete': caminhoneiro cai em golpe e fica em poder de bandidos por mais de 10 horas

Um dos bandidos chegou e se apresentou como filho do contratante

26 abril 2019 - 09h10Por Da redação/JP News

Três bandidos renderam um caminhoneiro, de 50 anos, e o mantiveram em cárcere por mais de 10 horas em um matagal em Três Lagoas. O crime ocorreu nesta quinta-feira (25) e a vítima é um motorista que veio de Maringá, Paraná, para, segundo ele, realizar um frete na cidade que havia sido contratado.

Conforme boletim de ocorrência, o motorista chegou em Três Lagoas por volta das 7h de ontem e foi direto ao local combinado com o suposto cliente. O ponto de encontro era em frente a uma loja de autopeças na Avenida Ranulpho Marques Leal, no Jardim Alvorada.

Em seguida, um dos bandidos chegou e se apresentou como filho do contratante. O homem disse à vítima que o pai aguardava por eles em outro local e que deveriam ir até lá. No meio do percurso, mais dois homens entraram no veículo e seguiram até o suposto ponto onde encontrariam o cliente para realizar o serviço.

De acordo com a vítima, os bandidos estacionaram o caminhão em uma região distante três quilômetros da subestação de energia de Três Lagoas. Foi então que, em uma ação rápida, os rapazes se aproximaram do caminhoneiro, pediram que ele não reagisse e amarraram as mãos e as pernas dele com uma corda. Os bandidos permaneceram no local por alguns minutos e realizaram ligações para outro homem.

O terror só terminou por volta das 15h, quando o trio fugiu com o caminhão da vítima, um Volkswagen 790 remodelado para modelo 850. Dentro do veículo havia documentos pessoais do motorista e da esposa, cartões bancários e um aparelho celular. A vítima conseguiu desamarrar as cordas e fugiu correndo até encontrar uma carona, que o deixou na Avenida Filinto Muller.

No local, ele acionou a Polícia Militar e narrou o ocorrido. A Polícia Civil checou as imagens de segurança instaladas na loja de autopeças, onde houve o encontro da vítima com os criminosos, e os fatos foram confirmados. O caso foi registrado como sequestro, cárcere privado e roubo majorado pelo concurso de pessoas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado.