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Política

Bancada de MS em Brasília fala em CPI contra a Anac por queda no número de voos em Campo Grande

Quebra da Avianca aumentou em 55% as passagens de avião

26 junho 2019 - 17h51Por Celso Bejarano, de Brasília

A quebra da Avianca Brasil, em abril passado, empresa de aviação que transportava passageiros de Mato Grosso do Sul, a partir de Campo Grande, para o resto do país, encareceu em ao menos 55% o preço das passagens. Pior: além dos usuários pagarem a mais pelas viagens de avião viram o número de voos serem reduzidos. Mais mau ainda: novos cortes devem ser anunciados.

Na tarde desta quarta-feira (26), parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul, em Brasília, se reuniram com a direção da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que regula e fiscaliza as atividades da aviação civil e a infraestrutura aeronáutica e aeroportuária no Brasil. Quiseram saber os motivos das contenções dos voos. A resposta não agradou os parlamentares – sete deputados federais e o senador Nelsinho Trad (PSDB).

Tanto que no fim da reunião, integrantes da bancada disseram que, se a Anac não explicar e justificar o argumento pela redução dos voos vão brigar pela abertura de uma CPI contra a Anac.

Até março passado, por exemplo, havia três voos semanais de Campo Grande para Brasília, de onde os aviões seguem para regiões turísticas, como os estados do Nordeste.

Agora, dois voos semanais rumam para a capital brasileira. No entanto, na sexta-feira (28), um dos voos será cortado e, a partir da semana que vem os passageiros interessados em viajar para Brasília de avião terão apenas uma opção de voo, cujo preço supera a quantia de R$ 1 mil. De carro a viagem vira aventura, com duração de ao menos 12 horas.

“A verdade é que nós estamos nas mãos delas [empresas]. E essas empresas têm feito gato-sapato da gente. Aumentam passagens quando querem, cobram pela bagagem e não oferecem nenhuma comodidade”, criticou o senador.

“Estamos sendo maltratados. A bancada decidiu cobrar explicações da Anac por etapas. Se não houver solução, daí vamos agir pela criação de uma CPI para investigar a razão de a Anac não intervir por nós de Mato Grosso do Sul”.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), reforçou o discurso de Nelsinho e disse também ser favorável a criação de uma CPI.

Já a deputada federal Rose Modesto (PSDB), acha que é preciso primeiro “garantir os voos mantidos hoje e, depois, exigir outros mais; a ideia é tentar resolver o caso no diálogo e, se isso não avançar vamos usar os instrumentos capazes de resolver a situação”.

SEM SAÍDA AGORA

Juliano Noman, diretor-presidente substituto da Anac, que participou da audiência, disse que a saída da Avianca do mercado causou o aumento nas passagens e queda nos voos. E, por suas explicações, os voos saídos de Campo Grande só devem aumentar caso outras empresas aéreas se interessem no mercado. Ou seja, segundo diretor, não há uma solução rápida que desate o problema.

A reunião da bancada ocorreu no gabinete do senador Nelsinho Trad e participaram dela os deputados federais Rose Modesto, Bia Cavassa e Beto Pereira, ambos do PSDB; Doutor Luiz Ovando, Tio Truttis, do PSL,Daboberto Nogueira (PDT) e Vander Loubet. O restante da bancada participava de outras audiências no Congresso Nacional.