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sexta, 25 de setembro de 2020
Política

CPI da Energisa: médico denuncia cobrança superfaturada na conta de energia

Ele contratou um técnico que realizou testes no medidor; sorteio de 300 relógios para perícia ocorrem semana que vem

11 março 2020 - 11h28Por Rayani Santa Cruz

O médico Márcio Molinari participou de reunião da CPI da Energisa nesta terça-feira (10). Durante depoimento, o médico afirmou que nos últimos quatro meses, o consumo do imóvel saltou da média de 150 quilowatts por hora para 1,1 mil. Ele diz que está abrindo protocolo há três meses com a concessionária para questionar e não foi atendido. 

"Esse fato e a falta de informações me fizeram acionar a CPI para denunciar o descaso com o contribuinte e o consumo errado realizado por eles", diz Molinari.

Molinari explicou também que a empresa trocou o medidor sem consultá-lo."Sem o meu conhecimento, realizaram uma troca do padrão medidor no fim do ano passado e, daquele dia pra cá, o consumo só vem aumentando. Depois de abrir vários protocolos na Energisa pedindo explicações sobre esse aumento, não recebi nenhum retorno da concessionária e decidi apresentar o parecer técnico à CPI", explica Molinari.

O técnico em eletricidade Lucas de Aquino Lima, responsável pelo parecer contratado pelo médico Márcio Molinari, cita que foi utilizado um analisado de consumo para comparar os índices registrados pelo relógio da Energisa. "Em uma semana, o analisador indicou um consumo real de 22 quilowatts hora, enquanto o relógio da Energisa registrou consumo de 154 quilowatts hora", detalha.

O deputado estadual Felipe Orro (PSDB), presidente da CPI, disse que deve continuar seguindo esta linha de investigação: irregularidades em medidores.

Próximos passos

Na próxima segunda-feira (16), às 10h, será realizado na Assembleia Legislativa o sorteio de 300 unidades consumidoras para remoção de 200 relógios que passarão por perícia em São Carlos (SP). A margem de 100 relógios a mais é por conta da possível recusa ou ausência de algum morador para acompanhar a remoção.

Entre os dias 18 e 26 de março serão realizadas as remoções destes relógios, com acompanhamento de membros da CPI e de técnicos da Energisa. A partir do dia 28 de março, os aparelhos estarão disponíveis para os testes de responsabilidade da UFSCar.

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