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Política

há 17 minutos

Deputado alerta para avanço do PCC em MS e defende federalização da segurança pública (vídeo)

Tiago Botelho critica política baseada apenas em mortes em operações e aumento de presídios; proposta inclui valorização dos policiais, educação e geração de empregos

O deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT) afirmou que Mato Grosso do Sul precisa reforçar o combate ao crime organizado e alertou para o que considera o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Estado. Durante entrevista ao programa Cara a Cara com Squinelo, ele defendeu uma política de segurança pública que combine ações de enfrentamento às facções criminosas, integração entre os governos e medidas de prevenção.

“A Assembleia precisa estar muito ciente que o PCC está chegando no Mato Grosso do Sul, e a gente precisa ter uma política ostensiva contra o PCC”, afirmou.

Botelho disse que o tema precisa ser tratado como uma das prioridades da Assembleia Legislativa e cobrou uma atuação mais efetiva do poder público diante da presença de organizações criminosas.

O parlamentar, no entanto, criticou a ideia de que o combate à violência deve se limitar ao aumento da letalidade policial ou à defesa de que “bandido bom é bandido morto”. Para ele, a repressão é necessária, mas não pode ser a única resposta do Estado.

Na avaliação do deputado eleito, políticas baseadas exclusivamente no confronto não enfrentam as causas da criminalidade nem impedem o recrutamento de novos integrantes por organizações criminosas.

Federalização da segurança

Entre as propostas apresentadas por Botelho está a federalização da segurança pública. Ele defendeu que o governo federal tenha participação maior na coordenação das ações e afirmou que a gestão estadual não tem conseguido dar uma resposta suficiente ao problema.

“Eu defendo, e o Lula defendeu isso agora, que a gente federalize a segurança pública. Porque o Riedel não deu conta de tomar conta da segurança pública”, declarou.

A proposta de federalização foi apresentada como uma alternativa para ampliar a integração das forças de segurança e fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas. O deputado eleito também defendeu a valorização salarial dos policiais e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam na área.

Botelho afirmou que o combate às facções exige uma política estruturada, com planejamento e participação de diferentes esferas de governo, especialmente em regiões de fronteira, onde o controle territorial e o enfrentamento ao tráfico de drogas são desafios permanentes.

Críticas ao sistema prisional e defesa da prevenção

Outro ponto abordado pelo parlamentar foi o sistema penitenciário. Botelho criticou a aposta no aumento do encarceramento como principal solução para a violência e afirmou que as unidades prisionais estão superlotadas e não cumprem adequadamente o papel de ressocialização.

Para ele, ampliar o número de pessoas presas sem investir em políticas de reinserção social não resolve o problema da criminalidade. O deputado eleito defendeu que o Estado também precisa atuar antes que jovens sejam atraídos por organizações criminosas.

Nesse sentido, apontou a educação e a geração de empregos como medidas fundamentais para reduzir a vulnerabilidade social e evitar o recrutamento de novos integrantes por facções.

A preocupação, segundo a linha de argumentação apresentada por Botelho, é que o enfrentamento ao crime organizado não fique restrito às operações policiais. O Estado também precisaria oferecer alternativas para a população, principalmente nos municípios de fronteira.

Ao defender essa combinação de medidas, o deputado eleito sustentou que a segurança pública deve envolver tanto a atuação ostensiva contra grupos criminosos quanto políticas sociais capazes de reduzir as condições que favorecem a expansão dessas organizações.

 

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