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sábado, 24 de julho de 2021
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Política

Em Terenos, Bolsonaro chama Mandetta de ‘perneta’ e defende cloroquina

"Em alguns eu quebrei a cara, como o da Justiça (do ex-juiz Sérgio Moro), o da Saúde também. O ‘perneta’", disparou o presidente

14 maio 2021 - 12h20Por Diana Christie

Visitando Mato Grosso do Sul, estado do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) aproveitou para detonar o ex-aliado e defender a cloroquina, medicamento considerado sem eficácia no combate à covid-19.

Em discurso no assentamento Santa Mônica, em Terenos, Bolsonro relembrou sua trajetória política quando passou a desabafar sobre as dificuldades de formar um ministério e as desilusões que teve durante o mandato.

“Firmamos posição, buscamos um ministério técnico. Em alguns eu quebrei a cara, como o da Justiça [do ex-juiz Sérgio Moro], o da Saúde também. O ‘perneta’. Aquele do protocolo ‘fique em casa, quando estiver morrendo de falta de ar, aí você procura o hospital para ser entubado’”, disse em referência a Mandetta.

Incentivado pelos aplausos do público, o presidente continuou o discurso com a defesa da cloroquina, medicamento que foi testado no início da pandemia da covid-19, mas descartado após o aprofundamento das pesquisas, inclusive com recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) para a suspensão imediata do uso do medicamento.

“É o que eu tenho dito, eu não sou médico não, quando tenho problema de estômago, sabe o que eu tomo? Coca-cola. Ninguém vem me encher o saco dizer que eu tenho que tomar outra coisa, o bucho é meu. Mas pintou o caso da cloroquina nessa pandemia, quem é contra é direito dele, mas não vai criminalizar quem a use”, justificou o presidente.

Bolsonaro até admitiu que foi aconselhado pelos médicos a esperar um pouco antes de iniciar o tratamento com o remédio, mas que ameaçou “volta pra tropa”. Segundo ele, o resultado foi positivo e “no outro dia”, ele estava bem. “Muita gente tomou isso, ivermectina... Chegou outro que não vou falar o nome que se não vai ser criminalizado”, adiantou.