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'Louco e drogado': clientes dizem que Beto promovia distúrbios constantes no Carrefour

Ele tinha pelo menos três situações de confusões na loja em Porto Alegre

27 novembro 2020 - 21h06Por Thiago de Souza

Depoimentos de testemunhas, entre elas clientes e funcionários do Carrefour, em Porto Alegre (RS), dão conta que João Alberto, morto por seguranças, no dia 19 de novembro, promovia confusões constantes na loja. Eles apontam uso de drogas, embriaguez e abordagem agressiva contra consumidores. 

Depois de saber da morte de Beto, como era conhecido João Alberto, um cliente importunado procurou a Polícia Civil. No relato, feito dia 25 de novembro, a testemunha disse foi ao hipermercado com familiares. 

Ainda segundo o homem, Beto se aproximou por trás dele e enlaçou o pescoço dele com um dos braços e falou algo que o cliente não entendeu. Depois, o agressor colocou a mão no bolso da vítima, que o empurrou, pedindo que se afastasse. 

Logo após, diz o UOL, segundo a testemunha, Beto tentou mexer nos óculos de grau do genro do cliente que "reagiu cerrando e erguendo os punhos, alertando João Alberto que se desse continuidade ao seu ato o agrediria’’. 

Outros casos 

Um segurança do Carrefour também foi ouvido como testemunha e disse que, no dia 17, disse que ouviu pelo rádio da central de segurança que havia um cliente causando distúrbio na loja, na seção de eletrônicos. 

Ainda segundo o depoimento, perto de onde ficam os televisores, o segurança foi abordado por Beto, que passou a falar coisas sem nexo, como ‘’então tu gosta de matar pessoas’’. Beto também teria jogado as mãos para trás, dizendo ‘’me leva...me leva’’. Em seguida, o suspeito afirmou que era uma brincadeira e estendeu a mão para cumprimentá-lo. 

Em outro trecho do relato, o segurança diz ter ouvido Beto se aproximar de um cliente e pedir que ele pagasse suas compras. Na ocasião, o vigilante disse que, quando Beto tirou a máscara para falar com ele, viu uma crosta branca saindo do nariz, entendendo que o rapaz estava sob efeito de cocaína. 

O segurança então pediu para Beto se afastar dali, pois estava invadindo o espaço das pessoas e importunando outros clientes. "João Alberto ficou olhando-o com olhar perdido e falou mais um monte de coisas sem sentido", contou o funcionário. Beto estava acompanhado da enteada e da esposa, Milena Borges Alves, 43 anos, ao qual o segurança pediu para retirá-lo do mercado. 

A defesa da família de João Alberto disse que as testemunhas estão desqualificando a vítima, ‘’tentando justificar o injustificável’’ e que os casos anteriores não têm relação com a morte dele. 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul segue com a investigação. Nos levantamentos iniciais, a suspeita de racismo foi descartada pela delegada que conduz o caso.