O empreiteiro Jorge Lopes Cáceres tenta, mais uma vez, impedir que a polícia analise dados de HD (equipamento de armazenamento de dados) de dispositivos apreendidos com ele, em Campo Grande. O empresário foi alvo da Operação ''Apagar das Luzes'', que mira esquema de corrupção em contratos públicos na gestão Adriane Lopes (PP).
Já é o terceiro recurso que a defesa dele apresenta para evitar que todos os dados do equipamento sejam extraídos pela investigação. Primeiro, o advogado acionou o Tribunal de Justiça, mas teve pedido negado. Na sequência, bateu à porta do Superior Tribunal de Justiça, que igualmente negou o pedido de devolução dos equipamentos.
Agora, a terceira tentativa veio por meio de um agravo regimental em um habeas corpus. O relator do caso é o ministro Rogério Schietti Cruz. Na manifestação mais recente que consta no pedido, o magistrado superior intima o Ministério Público de MS a apresentar parecer de concordância ou não com o apelo do empreiteiro.
A decisão de Cruz é datada de 4 de fevereiro deste ano.
Apelos
Conforme o sistema do STJ, em dezembro de 2025, o ministro Herman Benjamin já havia negado pedido da defesa de Jorge Lopes. O motivo é que a decisão contestada pelos advogados só havia sido analisada por um desembargador do TJMS, o que impedia a análise pela corte superior.
Entenda
A operação "Apagar das Luzes" investiga irregularidades em contratos de manutenção do sistema de iluminação pública em Campo Grande. Ministério Público de MS identificou superfaturamento superior a R$ 62 milhões em contratos, envolvendo dois servidores públicos e três empresas, incluindo a Construtora B&C Ltda.
A investigação inclui a apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, e o secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, descartou suspensão de contratos ou medidas administrativas contra os servidores.








